segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Oi amores! 
Para quem já tinha ficado curioso com o post de parceria agora é hora de matar um pouquinho dessa curiosidade. Vamos falar de uma história cheia de intrigas, segredos, crimes e romances?!

Dados  Técnicos:
Título: República Paradiso: Crimes & Segredros
Autor: Sérgio Lang
Editora: Tinta Negra
ISBN: 9788563876539
Ano: 2014
Páginas: 324
Classificação: 5/5
Sinopse: 1974. Em Ouro Preto, no Alto da Cruz, encerrada a Festa do Doze, o corpo do menino Bentinho é encontrado nu, emasculado, diante da Igreja de Santa Efigênia. Loucura? Magia negra? Na manhã seguinte, Anselmo Grimaldi, um padre culto e progressista, é preso, acusado de pedofilia. Em meio ao caos, de madrugada, populares ensandecidos cercam a cadeia e arrastam-no ao Morro da Forca, onde é executado. 1999. Geólogo e engenheiro de minas, Tomate ou melhor, Thomas Dapieve retorna ao Brasil para rever a família e festejar os vinte e cinco anos de sua formatura na lendária Escola de Minas de Ouro Preto. Ao seu lado, Geena Brown, professora da Universidade de Columbia em Nova York. O anfitrião é Flávio Campos, o Caveira, companheiro de Thomas desde os tempos da República Paradiso. Refugiado durante o regime militar, o jornalista investiga as mortes de Bentinho e do padre Anselmo. Percorrendo as ladeiras e monumentos de Ouro Preto e Mariana, Thomas e seus amigos viverão romances e aventuras, resgatando as origens de Minas Gerais o esplendor de Vila Rica, o papel das irmandades religiosas, a escravidão e nossas raízes africanas, o mito de Chico Rei, a genialidade de Aleijadinho e Mestre Ataíde, aspectos e personagens da Conspiração Mineira. Um apanhado do período que se convencionou chamar o Ciclo do Ouro no Brasil. Acrescente a efervescência das repúblicas de estudantes; o celibato e a disciplina nos seminários; o tráfico de obras de arte; as transformações sociais e políticas nos anos 1960 e 1970; o sabor da cultura mineira. Um pouco desse caldeirão, em forma de romance, é o que o leitor encontrará nas páginas de República Paradiso Crimes e Segredos.
Thomas Dapieve é um mineiro que conseguiu grande sucesso profissional e por isso reside no exterior, no entanto está preste a completar 25 anos desde que ele e seus amigos da República Paradiso se reuniram e escreveram uma carta para eles mesmo no futuro, além da lendária festa do Doze que promete abalar toda Ouro Preto, além da saudade que ele tem de seu país. Por isso ele decide que é hora de voltar para as suas origens e muito bem acompanhado por uma cientista Geena Brown. Essa parte da história se passa em 1999 sendo a parte "atual" da trama. 
No entanto logo no princípio conhecemos os acontecimentos que marcaram para sempre o ano de 1974, um menino foi encontrado morto, emasculado, com a face pintada de preto e para completar na porta da igreja. O acusado por tal crime hediondo foi o padre Anselmo, orientador de Thomas, e que fazia sermões para lá de revolucionários contrariando a ditadura assim como lutada pela queda dos ladrões de arte sacra. Anselmo é preso na delegacia local e pouco depois se forma uma multidão enfurecida, fazendo com que no final o padre acabe por ser enforcado. Mas o mistério só se inicia uma vez que se descobre a hipótese de que havia um diário onde segredos são revelados e que havia sumido na confusão. 


Aliviado, Thomas Dapieve deu conta de esticar as pernas. Às vésperas do Doze, diante de uma vista espetacular da cidade, ele temia que as investigações de Flávio Campos sobre o caso Anselmo pudessem reabrir algumas feridas, trazer à tona lembranças entorpecidas. Por outro lado, seriam uma oportunidade ímpar para esclarecer certos mistérios; desvendar, quem  sabe, a verdade silenciosa por trás daqueles crimes hediondos.  
Ao chegar no Brasil Thomas descobre que vários roubos estão ocorrendo nas igrejas e museus, além da existência de uma quadrilha que rouba arte sacra barroca, ao mesmo tempo em que seu amigo Flávio Campos retomou as investigações do caso Anselmo, deste modo ele é incapaz de não se envolver e tentar encontrar o diário do padre. 
A partir desse ponto que a trama começa a se desenvolver a vários suspeitos começam a aparecer, inclusive dentre os personagens principais. 
Tendo como fundo a cidade de Ouro Preto e passando por todos os principais pontos turísticos dela, além de narrações das lendas que viveram por ali, o livro deixa de ser um romance policial e passa a ser também uma grande fonte de história. Dentro dele descobri muito sobre aleijadinho e suas obras, a época do ouro no Brasil e Chico Rei, o Rei Negro, além dos quilombos onde os negros se abrigavam quando fugiam das fazendas onde eram escravos. 

Ao fechar os olhos,  Thomas rememorou tudo o que lhe acontecera naquelas véspera do Doze, e depois no dia anterior, e então desde o seu desembarque em Minas Gerais.  Quando o sono o arrebatou, retornava aos idos de 1974, ao tempo em que era feliz e não sabia. 
Protegido por Nossa Senhora do Rosário, alheio ao movimento na república, Thomas Dapieve adormeceu. Exausto, como o anjo barroco.

Os personagens me surpreenderam muito, pois são bem específicos e cada um representa um ou mais grupos sociais. Como por exemplo Geena Brown que é uma negra americana, filha de um militar e apaixonada pelo Brasil desde que se lembra, principalmente pela arte barroca, sacra e pela história dos negros. Além de ter o indício de um romance com o personagem principal, ela possuí a garra brasileira e é uma ótima representação feminina no livro.
 Thomas é o brasileiro que estuda, se esforça e acaba por sair do país em busca de melhores oportunidades de trabalho,mas também sente falta  da cultura brasileira e por diversos momentos é um garoto de cidade pequena, onde todos se conhecem, cujo pai estudou na mesma escola que ele e os amigos, frequentava a igreja todos os domingos e etc. Ele é um ótimo protagonista, principalmente por ter algo que falta para muitos brasileiros, que é o patriotismo e é bastante disso que trata o livro, valorizar a nossa cultura.
Flávio Campos é um personagem misterioso, quando você acredita que finalmente o entendeu, lá vai ele e te surpreende novamente, militante na ditadura, assim como seus pais, ele se viu obrigado a sair do país até tudo acabar. Foi o personagem que mais me surpreendeu durante toda a história.

Com a narrativa indo para 1974 e voltando para 1999 podemos conhecer melhor cada personagem e entender o motivo de suas escolhas, além de irmos nos envolvendo mais e mais na trama, desejosos por um desfecho, Sergio Lang também nós presenteia com partes do diário do padre Anselmo, de modo que podemos conhece-lo e entender porque todos o adoravam tanto, afinal, um padre que na época da ditadura declarava em seus sermões o quanto era contra ela, além de sempre investigar os roubos da arte sacra. 
Um novo ciclo se avizinhava. Thomas divagava sobre o seu futuro incerto, para onde iria após a formatura. Muito em breve, as maravilhas de Ouro Preto não lhe estariam mais ao alcance dos olhos. Pensando em seus pais, exilados, nos companheiros que deixaria para trás, não fazia ideia das armadilhas engendradas pelo destino.
Os leitores do blog sabem que policial não é um gênero com o qual eu tenha muita familiaridade, no entanto, esse livro me fisgou de uma forma única e incrível. A leitura foi um pouco demorada, pois é necessário analisar muitas entrelinhas na história e "brincar de detetive" procurando descobrir possíveis culpados. Gostei bastante da narrativa, pois acabei desconfiando de todos, menos dos verdadeiros culpados e me surpreendi muito no final, principalmente com o final dado para Geena Brown, que se tornou minha personagem favorita. 
Morro de medo de dar spoiler desse livro pois isso é algo que realmente pode estragar toda a história, por isso vou parar por aqui, mas ele é super indicado para fãs de um bom policial, além de conter altas doses de história.
Beijos!

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