segunda-feira, 7 de julho de 2014
    Olá, leitores. Meu nome é Matheus e passarei a escrever algumas resenhas por aqui. Atualmente estou na minha primeira semana de estagiário. Espero que gostem da minha escrita. Escolhi o seguinte livro por três motivos: ele foi o último nacional que eu li (semana passada), porque tenho certa afinidade com romances policiais e o autor da obra é tanto meu amigo quanto da Larissa. Eu não poderia deixar de prestigiar o trabalho do mesmo. Sem mais delongas, segue abaixo a resenha. Saudações nerds!



Dados técnicos:
Título original: Dias Perfeitos
Autor: Raphael Montes
Classificação: 4/5.
Edição: 1
Editora: Companhia das letras
ISBN: 9788535924015
Ano: 2014
Páginas: 278.

Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável.


    Dias Perfeitos tem todos os atributos necessários para ser um grande sucesso ( e já está se tornando!). Um livro que instiga a curiosidade e necessita de 120% da atenção do leitor, cada detalhe faz a diferença!Tanto a construção dos personagens (destaque para o Téo) quanto o enredo são impecáveis. Minha única crítica negativa é a falta de pequenos detalhes nas descrições psicológicas de alguns personagens, fora isso o livro é ótimo.

“Há sempre alguma loucura no amor. Mas também há sempre uma razão na loucura” (Friedrich Nietzsche).

    A trama é iniciada de forma leve e com um aviso elíptico “Se você tem estômago ‘fraco’ pare de ler agora”. Minha atenção foi fisgada desde o começo pela presença de termos técnicos, procedimentos médicos (como a anatomia é linda!) e principalmente pela interação de Teodoro com Gertrudes, sua saudosa amiga.
    Téo mostra-se farto de sua rotina, do seu ciclo diário e metódico, porém não vê nenhuma possibilidade de se afastar de tudo aquilo. Um dos principais motivos (se não o principal ) da sua estagnação é a condição de Patrícia (sua mãe paraplégica) que necessita de cuidados tanto físicos quanto emocionais ( pois ultimamente ela encontrava-se em um estado um tanto depressivo). Porém, tudo muda quando ele vai a um churrasco e é abordado por uma mulher pequena, jovem e bem vestida. Era Clarice. Nesse momento o foco da trama se modifica.
    Teodoro mostra-se completamente preso a jovem. Ele a ama. Um amor doentio.
    Téo começa a buscar, então, uma forma de se aproximar novamente de Clarice e rapidamente a encontra. O estudante de medicina localiza a amada em uma situação lamentável e a leva para casa. Aquela tinha sido uma oportunidade de ouro, ele havia conseguido tanto ajudá-la quanto um álibi para retornar no dia seguinte e checar o estado da mesma. Já no dia posterior, ele pega o seu Vectra e se dirige à casa de Clarice.
    Garanto que a maioria dos leitores se espantou com os acontecimentos que se sucederam na casa da jovem, eu mesmo tive essa reação apesar de concordar com os procedimentos que ele empregou. Se eu citar um mínimo detalhe sequer sobre o ocorrido, aquela sensação de descoberta irá se perder, mas e aquela vontade de soltar um spoiler? Ignorá-la-ei. Nesse momento Téo reflete a respeito de suas verdadeiras impressões sobre a moça.

 “Enxergava Clarice como um diamante bruto. Todo relacionamento pressupõe torça, um escambo de favores, de maneira que os dois pólos se seduzam mutuamente, relegados às próprias surpresas.” Página 56

    O jovem vai para casa juntamente com Clarice e toma algumas atitudes um tanto peculiares.

“Quando Patrícia saiu do quarto, Téo abriu as gavetas da cômoda e pegou o antigo revólver do pai. Guardou-o na maleta, pois não havia espaço na valise com senha. Ele estava confiante: viajaria para Teresópolis, iria conquistá-la aos poucos e – riu do trocadilho – juntos viveriam dias perfeitos.” Página 68.

    O enredo finalmente se direciona. Teodoro dirige-se com Clarice até Teresópolis. Ah, esqueci de comentar que Clarice estava escrevendo um roteiro, intitulado Dias Perfeitos, e portanto resolve viajar para a cidade serrana com o objetivo de se isolar e escrever. Tudo parecia conspirar para que os planos de Téo fluíssem bem, entretanto a aparição de uma pessoa desperta um lado de Teodoro que permanecia elíptico (será que ele mesmo sabia disso?).

    O desfecho da trama é uma discussão a parte (quem ler/leu vai me entender). O autor me confidenciou que era essa realmente a ideia, fazer um final polêmico e dividir os leitores com essa tática. Eu realmente gostei da conclusão do livro, fiquei surpreso com alguns fatos e satisfeito com o desenrolar das coisas.

    Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o final. Não deixem de comentar!

9 comentários:

  1. Adoreiiiii Mat. Agora deu até vontade de ler Dias perfeitos , haha

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    1. Obrigado, Larissa! Essa realmente foi a minha intenção :-p adoro instigar a curiosidade rs.
      Abraço

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  2. Ótima resenha! Adorei a forma como destrinchou o enredo, Matheus! Instigou a minha já estimulada curiosidade! :)

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    1. Obrigado, Lu! Sinto-me incrivelmente honrado com o elogio e o feedback. Obrigado mesmo :D . Abraços.

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  3. Gente, mas já é a terceira vez que eu escrevo esse mesmo comentário, hahaha. Que dó.

    Estou louca pra ler os livros do Raphael faz um tempão. As resenhas são sempre maravilhosas e ele é uma pessoa muito carismática. Só estou criando coragem, porque acho que eu não tenho o estômago tão forte assim... E também acho que vou ter que dormir com a luz acessa alguns meses.

    E ah, sobre o final, eu li uma reportagem com o Rapha dizendo que ele tinha até um final alternativo preparado caso o editor dele achasse o original muito ~bombástico~! hahahaha. Achei incrível. Quando eu ler o livro vou querer ler os dois. Você sabe se o alternativo está no livro também, Matheus? Ou em qualquer outro lugar?

    Parabéns pela resenha e sucesso nessa vida de estagiário!

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    1. Haha, eu me lembro de você ter comentado! Eu realmente fiquei tentado a ler Dias Perfeitos a partir do momento em que fui em um evento que o Raphael estava e ele fez uma breve introdução do livro - acho que eu e todos os presentes ficamos curiosos. Tenho que confessar que li apenas DP, a leitura de Suicidas vou deixar um pouco mais para o final do ano, porém farei resenha também. Sobre o final, não sei desse alternativo não :/ . Agradeço pelo comentário e te chamarei mais vezes no facebook. Abraços.

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  4. Oiee! ^^
    Desculpa a demora,vim retribuir a visita no meu Blog!
    Esse Livro parece ser muito bom, ainda não havia escutado falar dele, mas a trama pelo o que Você escreveu para ser bem misteriosa, e quem não gosta de um mistério, não é mesmo!
    Muito Boa a resenha!!
    Estou seguindo Vocês! :)
    Abraço e até!
    Sou do Blog: http://worldofmakebelieveblog.wordpress.com/

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    1. Olá, que nada :-p . Sim, o livro é muito bom, fico surpreso pelo seu não conhecimento porque ele ficou alguns dias entre os mais vendidos na literatura policial na Saraiva e também teve sorteio dele no skoob. Enfim, obrigado por ler e por nos seguir. Estou seguindo seu blog, caso eu não esteja passarei lá agora e vou seguir.
      Abraços.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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